O território Sicó é servido pelos principais eixos rodoviários ( A1, A17, IC1, IC2, IC3, e IC8) e no serviço ferroviário, pela principal linha do paás (linha do Norte - Pombal), tendo no litoral o serviço da linha do Oeste - Soure.
Os aeroportos disponíveis para o tráfego civil que melhor servem o território são o aeroporto da Portela (Lisboa - 180 km) e o aeroporto Sá Carneiro (Porto - 100 km).
Apenas a 15 km de Coimbra no seu limite mais a Norte, a outros tantos de Leiria nos caminhos do Sul, temperada pelo mar Atlântico nas areias finas do Oeste e crescendo para o céu a Oriente, as Terras de Sicó (concelhos de Alvaiázere, Ansião, Condeixa-a-Nova, Penela, Pombal e Soure) representam um maciço no centro do país, rendilhado por muros de séculos, pedra sobre pedra e que é sempre uma primeira atracção do viajante.
Tem os sabores do antigamente, saberes alquimistas, gente que sabe receber de mão firme e regaço farto e uma paisagem ímpar que convidamos a cumprir.
Quem perde o essencial perde tudo e, por esta vertente, é imprescindível uma visita. Por isso escolha no mês de Maio um sábado com sol.
Saia cedo, bem cedo, na hora dos rebanhos e terá nos olhos enfeites de papoilas com erva de santa-maria como nunca mais verá na sua vida. Depois há um denso horizonte de oliveiras, vinhedos, manchas de carvalho-cerquinho com sombra exacta e caminhos certos para andar feitos a decalque de pé na mobilidade das vidas.
Um mapa é essencial para o visitante, mas nele não encontrará nunca a referência aos campos de lapiás, únicos, ou aos cheiros campestres da urze, das bocas de lobo, da carqueja e do lírio do monte. Com sorte e se ainda existir espaço nos seus olhos, deverá olhar o céu. Lá no cimo, a águia-de-asa-redonda, o peneireiro-de-dorso-malhado e o milhafre fazem para agrado de todos voos permanentes.
Também poderá optar pelas marcas de água, seguindo os rios como constelações diurnas - no Inverno têm corpo disso! - as nascentes termais da Amieira, o Caráglio Seco, o rio de Mouros, o Anços, o Dueça, o Nabão e o Arunca, caleiras de água do Mondego e Zêzere entre outros mais modestos, são traços de frescura que dão à paisagem a cor que lhe pertence.
Às Terras de Sicó podemos chegar de várias formas:
- No sentido do mar para o interior em madeira fenícia sobre a água, através do vale do Mondego de Oeste para Leste; seguir as estradas romanas ladrilhadas no chão a partir do Sul para o Norte; ou ainda, por motivação e nostalgia, decalcar o caminho da aventura árabe em nomes de terras que tornaram sedentária a vida nestas paragens. Há faróis no interior para o guiar: o “Oppidum de Conímbriga” e a mãe-de-água de Alcabideque; os castelos de Soure, Penela, Pombal e a torre dos Condes de Castelo Melhor; o Melo, o Juromelo, a Ateanha e o pico da serra de Alvaiázere são as referências mais visíveis de quem pretende história breve e prazer imediato.
- Para os amantes dos comboios, a linha do Norte é o risco no chão com a bitola mais certeira.
Para quem regista territórios nos sabores, o queijo Rabaçal, o mel, o azeite, o cabrito e o borrego, a intervalos de vinho Terras de Sicó, são uma busca constante de prazer entre os lábios e os olhos de uma mulher – Terras de Sicó – de que é difícil não ficar enamorado.
Depois há uma organização que pretende evocar os antigos valores e desenvolver em critério selectivo as potencialidades para o mundo novo como um desafio a cumprir. A Terras de Sicó – Associação de Desenvolvimento é a resposta técnica para que possamos perceber que a vida que ocupamos - uma mesma existência – tem cabeça e mãos hábeis que nos mostram pela acção um sentido de partilha do caminho!