FaunaCobra-rateira

Nome Comum: Cobra-rateira

Nome Científico: Malpolon monspessulanus

Família: Colubridae

Cobra-rateira
Cobra-rateira 

Distribuição

Este réptil encontra-se no Sul da Europa na região ocidental da Ásia e Norte de África. Existe também na Península Ibérica e na zona Mediterrânica.

Descrição

Esta espécie possui um comprimento que vai desde o 1, 60 cm até aos 2, 30 cm. A sua cabeça é estreita e bicuda com olhos grandes e com escamas supraoculares proeminentes que lhe proporciona uma visão muito particular. Apresenta uma cor muito diversificada, desde o castanho ao cinzento e ao esverdeado consoante é jovem ou adulta. A estrutura inoculadora do veneno situa-se na parte posterior da mandíbula superior.

Comportamento

É uma cobra de hábitos diurnos que se movimenta rapidamente. Geralmente visualiza-se activa desde Março até Novembro mas o seu máximo de actividade verifica-se entre Maio e Junho. No Verão evita as alturas de maior calor apesar de manter a temperatura do corpo elevada. Os machos são territoriais e é regular vê-los a lutar na época reprodutiva. Na generalidade é uma espécie agressiva somente quando é perturbada ou se sente ameaçada, apesar de ser venenosa apresenta pouco perigo para o ser humano devido a ser uma espécie opistoglifa, ou seja, os seus dentes inoculadores do veneno encontram-se na parte de trás da mandíbula.

Alimentação

A sua alimentação é à base de ratos, aves pequenas, lagartos e outras espécies de cobras. Enquanto jovem come essencialmente insectos e depois lagartixas. O seu principal sentido utilizado para caçar é a visão.

Reprodução

A época reprodutiva acontece na Primavera, as cópulas dão-se entre Maio e Junho. As cobras põem os ovos no início de Julho e põem cerca de 4 a 11 ovos que eclodem a partir de meados de Agosto. Os machos alcançam a maturidade sexual mais cedo que as fêmeas. 

Habitat

É uma espécie tipicamente mediterrânica que habita preferencialmente em locais secos, com rochas e vegetação arbustiva.

Conservação

Esta espécie é provavelmente o colubrídeo mais abundante da Península Ibérica. Todavia, sofre algumas ameaças principalmente por parte do Homem e pelos seus predadores, onde a águia-cobreira, a águia-real, o peneireiro-comum, e o açor são os principais.

Curiosidades

Em todo o mundo existem quatro famílias de serpentes que incluem espécies produtoras de veneno. No nosso país existem somente duas dessas famílias, nomeadamente, as Colubridea e Viperidea. Quanto a estas últimas, as espécies não dispõem de glândulas de veneno e as que as possuem não desenvolveram um aparelho eficaz de injecção durante a mordedura. Já as viperídeas têm o aparelho venenoso mais eficaz de todos os répteis. A cobra-rateira (Malpolon monspessulanus) é uma colubrídea, logo, apresenta pouco perigo para o Homem. Possui um aparelho venenoso pouco desenvolvido, com dentes inoculadores em posição posterior que injectam durante a mastigação. As suas mordeduras não são muito perigosas porque muitas das vezes nem chegam a injectar veneno (exceptuando os indivíduos de maiores dimensões, no qual, possuem uma amplitude mandibular que lhes permite cravar os dentes posteriores venenosos). Quando uma pessoa é mordida pode-lhe aparecer edemas e rigidez em torno da mordedura acompanhados de dificuldade de deglutição e respiração. O tratamento faz-se a partir de anti-histamínicos e corticóides que fazem desaparecer esses sintomas nas primeiras 48 horas.
Este ofídeo é o maior da Europa e é especialista em trepar e nadar.

Fotos: WIKIMEDIA COMMONS