FaunaGeneta

Nome Comum: Geneta

Nome Científico: Genetta genetta

Família: Viverridae

Distribuição

Esta espécie existe de Norte a Sul do país, embora não existam estudos comprovativos da sua abundância sabe-se que é um animal comum. Podem ser observadas em locais como: o Parque Ecológico de Gaia, Gouveia e Silves, e ainda na Tapada de Mafra em estado selvagem ou em cativeiro. Para além desta espécie existir na Península Ibérica existe igualmente em França, nos Arquipélagos das Baleares, na África do Norte, e sub-sahariana.

Descrição

Pode-se descrever este animal como tendo um porte médio, de corpo alongado, com um comprimento de cerca de 50 a 60 cm e pesa entre 1 a 2 Kg. A sua cabeça é larga com um focinho comprido e orelhas arredondadas. O seu pêlo apresenta-se em tons de cinzento salpicado por 4 a 5 listas compridas em cada flanco nos tons de preto. Possui uma cauda de 45 cm, com anéis negros à sua volta terminando num tufo de pêlos. As suas patas são curtas e possui cinco dedos, mas geralmente só deixa a marca de quatro no solo.

Comportamento

As Genetas vivem geralmente solitárias, excepto na época de reprodução. É um animal nocturno que durante o dia se esconde em tocas e em buracos de árvores. Podem dispersar-se por longas distâncias dependentemente da disponibilidade e qualidade do habitat. O seu território varia de 1 a 5 Km mas podem percorrer cerca de 3,5 Km nesse mesmo território. Esta espécie não é fácil de visualizar visto que é uma trepadora muito astuta, mas o seu funcionamento biológico permite-nos aperceber da sua presença, como por exemplo, através dos seus dejectos. Esta tem o hábito de formar latrinas em lugares proeminentes que têm a função de demarcar a sua área.

Alimentação

Este animal não é esquisito quanto à sua alimentação, é omnívoro, generalista e aproveita tudo o que vê. É um ágil caçador e as suas principais presas são os roedores mas na Primavera também come pequenas aves, coelhos, insectos, répteis, escorpiões e peixes. Com a chegada do Outono são os frutos os que constituem maioritariamente a sua dieta.

Reprodução

Esta espécie tem dois períodos de acasalamento, um em Janeiro e Fevereiro e outro em Maio e Junho. As fêmeas andam prenhes durante 11 semanas e parem no máximo 5 crias em tocas abandonadas ou em troncos de árvores. Os filhos começam a sair da toca ao fim de 50 dias e só ao final de 3 semanas é que saem definitivamente do esconderijo. Ficam na protecção dos pais durante 1 ano. Atingem a maturidade sexual no segundo ano de idade e têm uma longevidade de 10 anos no estado selvagem e de 18 anos em cativeiro.

Habitat

Os habitats mediterrânicos são os favoritos deste animal. Vive preferencialmente em zonas de vegetação densa, bosques de carvalhos, locais rochosos, olivais, pinhais e áreas onde existam redes hidrográficas.

Conservação

Embora esta espécie tenha um estatuto de “Não Ameaçada” é protegida pela lei, nomeadamente, no que consta à sua captura, visto ser uma espécie cinegética. E com o aumento das zonas de caça de regime especial não existe uma selecção dos indivíduos tornando-os assim em presas fáceis. Depois para além disto existem outras ameaças como os atropelamentos, a escassez de alimento, a distribuição do habitat, etc.

Curiosidades

Numa visão mais generalista pode-se dizer que a Geneta é parecida com os gatos, por isso serem por vezes referenciadas como “gatos árabes”. Também porque, pensa-se que a sua introdução na Península Ibérica se deu aquando a invasão dos muçulmanos. Estes utilizavam-na como animal doméstico e levavam-na nos seus barcos para combater os roedores. Em Portugal a família a que a Geneta pertence só tem mais um representante que é o Sacarrabos.

FOTOS: WIKIMEDIA COMMONS