FaunaLagartixa-do-mato

Nome Comum: Lagartixa-do-mato

Nome Científico: Psammodromus algirus

Família: Lacertidae

Distribuição

A lagartixa-do-mato encontra-se presente no Norte de África e no Sul da Europa ocidental. É uma espécie abundante em toda a Península Ibérica, principalmente no Sul.

Descrição

A Psammodromus algirus tem um tamanho corporal de 9 cm, com uma cauda com mais do dobro do comprimento do corpo. Este é plano, com escamas imbricadas, bicudas e com uma saliência longitudinal. A sua cor é em tons esverdeados com duas linhas no dorso e de lado de cor branco-amarelada, o ventre também é esbranquiçado. Na zona anterior à inserção dos membros apresenta manchas azuladas, enquanto que, na zona posterior do corpo e no início da cauda as cores abrangem mais o vermelho. Nos mais jovens as tonalidades das linhas dorsais e laterais são menos coloridas. Os machos possuem cabeças maiores e mais robustas e com o passar da idade as linhas dorso-laterais vão desaparecendo, por sua vez, nas fêmeas são mais nítidas e vivas. Quando chega a época reprodutiva apercebe-se pela mudança de cores por parte dos machos, onde estes passam a demonstrar na garganta e na parte de lado da cabeça tons de laranja e vermelho.

Comportamento

Tal como todos os répteis esta espécie necessita de certas temperaturas. Por isso, nas regiões mais quentes consegue manter-se activa mesmo sendo Inverno, mas verifica-se muito mais quando começa a Primavera e o Verão. É uma espécie diurna e terrestre, se bem que, pode subir a árvores e arbustos.

Alimentação

A Psammodromus algirus alimenta-se fundamentalmente de insectos, mas também ingere gafanhotos, escaravelhos, formigas, aranhas, pseudo-escorpiões, sementes, frutos e pequenas lagartixas.

Reprodução

A Primavera traz o início da época reprodutiva da lagartixa. A postura vai de Maio a Julho e o número de ovos produzidos pode ir de 2 a 11 ovos em duas ou três posturas distintas. Após 2 a 3 meses de incubação perto de Agosto ou Outubro nascem as lagartixas bebés. Estas alcançam a idade reprodutiva ao fim do primeiro e outros casos do segundo ano de vida.

Habitat

Este réptil está apto a ocupar habitats diferentes. Tanto se pode encontrar em lugares áridos, como as dunas, como em vegetação arbórea ou arbustiva. Mas o seu habitat de excelência é os bosques e matagais mediterrânicos, onde ocupa um lugar no substrato da manta morta.

Conservação

As principais ameaças que esta espécie sofre são relacionadas com os predadores naturais e devido a acções do Homem. Os primeiros são nomeadamente, as raposas, as genetas, as lontras, as cegonhas, as garças, as aves de rapina, os sardões, as cobras, etc. Enquanto as ameaças por parte do Homem corresponde à mudança do uso dos solos, à desflorestação, ao aumento dos fogos, entre outros. Contudo, estes factores ainda não influenciam negativamente o efectivo populacional desta espécie, sendo por isso considerada como “Não Ameaçada” em Portugal. A lista do Anexo III da Convenção de Berna também faz referência a este exemplar.   

Curiosidades

A lagartixa-do-mato tem como parasitas as carraças, como tal, desenvolveu características anatómicas que lhes permitem ultrapassar este factor. Possuem em ambos os lados do pescoço pregas de pele que formam bolsas nas quais as carraças se alojam. Pensa-se que a função destas bolsas será a de reduzir a propagação das carraças a outras zonas do corpo. A sua observação não é tarefa fácil porque são animais muito sensíveis ao movimento, tendo a aptidão para se esconderem facilmente. Para as observar, como a maioria dos outros répteis, deve dirigir-se para locais com boa insolação, nos habitats próprios, e evitar fazer barulho ou movimentos bruscos.

Fotos: WIKIMEDIA COMMONS