FaunaRã-verde

Nome Comum: Rã-verde ou Rã-comum

Nome Científico: Rana perezi

Família: Ranidae

Rã-verde
Rã-verde 
Rã-verde
Rã-verde 

Distribuição

Esta espécie de rã é a mais comum em Portugal. Distribui-se por toda a Península Ibérica e pelo Sul de França também.

Descrição

Este anfíbio possui um tamanho de cerca de 7 cm, onde as fêmeas são na generalidade maiores. Pode apresentar-se em tons acastanhados ou esverdeados com manchas irregulares escuras. Tem duas pregas glandulares dorso- lateralmente bastante acentuadas e uma linha vertebral de cor verde clara. No ventre é esbranquiçada salpicada de pintas cinzento também de forma iregular. Esta espécie diferencia-se da Rã-ibérica por possuir os tímpanos atrás dos olhos. Estes últimos são salientes, próximos um do outro, com pupila horizontal. Já o que a distingue da Rã-de-focinho-ponteagudo, é o facto de, possuir os membros posteriores tão compridos que esticados no sentido do focinho o ultrapassa, a membrana interdigital também é bem desenvolvida. Os machos ostentam uns membros anteriores comparativamente maiores com os ante-braços mais fortes. Estes exibem um saco vocal externo de cor acinzentada, onde se pode ver umas pregas cutâneas laterais à boca. Os girinos também podem atingir os 7 cm de comprimentos, são de cor verde com manchas negras. Possuem espiráculo lateral e a cauda é pontiaguda com também com manchas negras.

Comportamento

Esta espécie caracteriza-se por se encontrar activa tanto de dia como de noite. Mas no Inverno quando as temperaturas são mais baixas têm um período hibernante. No Verão costumam enterrar-se na lama para se protegerem do calor.

Alimentação

A alimentação destes anfíbios é variada. É composta por insectos, caracóis, aranhas, miriápodes, peixes e ainda outros anfíbios. Quanto aos girinos, estes alimentam-se fundamentalmente de algas e detritos.

Reprodução

No nosso país e época reprodutiva desta espécie acontece entre os meses de Março a Julho. As fêmeas são atraídas pelo “coachar” dos machos que são audíveis a grandes distâncias. Nesta fase o macho passa a apresentar calosidades nupciais escuras na parte mais interna do primeiro dedo. A cópula dá-se quando este agarra a fêmea pelo dorso, chama-se a isso amplexo axilar. A fêmea produz cerce de 800 a 10000 ovos que são segurados à vegetação das bordas dos ribeiros ou charcos. Os girinos eclodem poucos dias depois mas o seu crescimento é muito lento. A maturidade sexual é atingida aos 4 anos de vida. A sua longevidade vai até aos 10 anos.

Habitat

Com é característico dos anfíbios, esta rã pode ser encontrada em margens de troços de água, nomeadamente, nos rios, ribeiros, charcos e albufeiras. São animais que suportam bem a poluição da água, assim como, a baixa salinidade da mesma.

Conservação

Em Portugal é considerada uma espécie “Não Ameaçada”. Mas pertence à lista do Anexo III da Convenção de Berna. As suas principais ameaças são: os predadores naturais (cobras, lontra, toirão, garças, corujas, cegonhas) enquanto que as larvas são comida pelos insectos, por cobras de água e aves aquáticas. Depois também a introdução de espécies exóticas podem ameaçá-la competindo com esta, tanto por alimento, como pelo habitat provocando assim uma diminuição da sua abundância.

Fotos: WIKIMEDIA COMMONS