FloraPinheiro-manso
Nome Comum: Pinheiro-manso
Nome Científico: Pinus pinea L.
Família: Pinaceae
História
Apesar de actualmente o pinheiro manso se encontrar por toda a Região Mediterrânea, este teve origem na Ásia Menor, ou seja, no Mediterrâneo Oriental. Em Portugal a sua maior expansão deu-se na Península de Setúbal e nas áreas em redor.
Descrição
Árvore perene, com mais de 30 m de altura; Tronco direito e cilíndrico; Casca muito grossa com sulcos que se vão soltando ao longo do tempo, apresentando uma cor castanho-avermelhada, copa arredondada parecida a um guarda-chuva (é o que o distingue do pinheiro-bravo); Folhas são agulhas verde claras, persistentes, rígidas agrupadas aos pares e muito mais compridas do que largas; Floração ocorre de Março a Maio; Pinhas acastanhadas, que possuem entre 8 a 15 cm de cumprimento e 10 cm de diâmetro, são escamosas e demoram três anos a amadurecer e só no quarto é que libertam os pinhões; Semente com cerca de 1 a 2 cm de comprimento (pinhão), que tem agarrado uma asa não persistente e inferior a 1 mm.
Habitat
Principalmente solos arenosos, frescos e profundos. Muito frequente nos areais marítimos e nas dunas. Adapta-se bem a solos calcários mas pouco argilosos.
Usos Tradicionais
O pinheiro manso dá rendimentos de diversas formas: desde a exploração dos pinhões para consumo directo ou para confeitarias e culinária, à da casca da qual se podem extrair taninos para curtir peles, à da resina e à da madeira que devido à sua impermeabilidade é muito usada para construir navios e caminhos-de-ferro. Esta espécie é ainda muito importante na fixação dos sistemas dunares e protecção dos solos arenosos contra a erosão.
Curiosidades
Tal como aconteceu com os carvalhos, também o pinheiro manso foi utilizado para construção de Naus durante os Descobrimentos. A passagem do Cabo da Boa Esperança foi feita com Naus feitas de pinheiros mansos da zona de Alcácer do Sal.
FOTOS: WIKIMEDIA COMMONS


