Percurso P4 "A TRAVESSIA DA SERRA DE SICÓ"
Percurso P4 "A TRAVESSIA DA SERRA DE SICÓ"
Guia QUERCUS - Percursos na Serra de Sicó

Início do percurso: Venda Nova / Final do percurso: Penela

  • 26 kmDistância
  • LinearTipo de percurso
  • 3 h 30 mDuração
  • 445/60 mAltitude máx/min
  • MédioEscala de Dificuldade FCMP (I a V)
  • Todo o anoÉpoca Aconselhada

Após a ascenção à capela de S.º António e moinhos das Degracias, desceremos aos carvalhais e olivais que envolvem as aldeias e encerram inúmeros tesouros da flora e da fauna.
Já perto de Penela, voltaremos a subir para desfrutarmos das vistas que nos oferece o castelo do Germanelo, sobranceiro ao vale do Rabaçal, terra de origem do famoso queijo com o mesmo nome.
No final deste percurso, o bem conservado castelo de Penela merece uma visita.  
Iniciamos este percurso em Venda Nova, que atingimos pela estrada nacional 1 e, no 2º cruzamento à esquerda, tomamos a estrada 348 para Degracias.
Esta estrada é larga e o piso de asfalto é muito bom.
Junto à estrada crescem as vinhas, os olivais e também os pinhais de pinheiro-bravo.
Passamos a localidade de Baixo.
A estrada começa a subir e logo acima surge uma imensa pedreira.
A paisagem estende-se a perder de vista, para Oeste.
A subida é um pouco inclinada e com algumas curvas apertadas.
Entramos num vale, acima da pedreira, de início coberto por carrascos e logo depois por oliveiras.
À medida que subimos o solo torna-se mais esquelético, revelando elevada pedregosidade.
Chegamos ao fim da subida e surge uma cortada à direita para Casais de S. Jorge, junto a umas alminhas.
Continuamos pela mesma estrada, agora marginada por muros de pedra.
Alguns terrenos cultivados e olivais.
Um pouco abaixo, à direita, encontramos um pequeno núcleo de carvalhos-cerquinhos.
Logo depois chegamos a Degracias.
No 2º cruzamento, seguimos à esquerda, para Pombalinho, passando pelo largo da Igreja onde também existe uma cruz de pedra e um chafariz.
Seguimos sempre em frente, atravessando a aldeia.
As habitações encontram-se ao longo da estrada, alternadas por campos agrícolas.
No final de uma recta, depois de deixarmos a aldeia para trás, surgem alguns carvalhais e na curva, continuamos pela estrada de terra batida à esquerda, em direcção a S.º António.
Uns metros à frente, depois de uma suave subida, desembocamos numa estrada de asfalto, em frente a umas alminhas.
Vamos pela esquerda e logo a seguir pela direita, outra vez em terra batida, a subir, sempre em direcção à capela de S.º António.
A estrada é relativamente larga e está, obviamente, ladeada por muros de calcário.
Ao longo desta encontram-se carvalhais e olivais.
Em alguns terrenos surgem afloramentos rochosos.
No monte à nossa frente já é visível a capela e os dois moinhos em ruínas ao seu lado.
Encontramos alguns eucaliptos dispersos na paisagem.
Passamos por um abrigo de pastor, à esquerda, junto à estrada.
Numa bifurcação confusa, em Y, Continuamos pela direita, junto a uma placa de caça. A estrada, nos primeiros metros, desce ligeiramente mas logo sobe.
Muitos afloramentos rochosos do lado direito (campo de lapiás).
Do lado esquerdo a capela de S.º António e os moinhos das Degracias.
Atingimos um cruzamento e continuamos pela esquerda.
Os muros afastam-se do caminho mas a paisagem apresenta-se rendilhada por estas construções de calcário empilhado.
O vale do lado direito é um pouco encaixado e quase não se vêem aqui quaisquer árvores excepto um pequeno povoamento de eucaliptos.
Pouco depois atingimos a capela (445 metros).
Apenas se vê vegetação rasteira a não ser um povoamento de ciprestes um pouco abaixo, que apresentam um crescimento lento.
Neste local o vento sopra com muita frequência e forte, facto que justificou a existência dos dois moinhos de vento fixos, agora em ruínas, de cada lado da capela.
Aproveitamos para fazer uma breve interpretação da paisagem. De costas para a capela, podemos observar à direita a elevação maior, com as antenas, que se chama Serra de Alvaiázere. À nossa frente, a cordilheira que já vem desde a Serra da Lousã (à esquerda) e que também é formada pela Serra do Espinhal (no cimo encontra-se o santuário do S. João do Deserto). No vale abaixo, à direita, Degracias, à esquerda Ramalheira e mais afastadas Cotas e Pombalinho. Estas últimas encontram-se inseridas na mancha de carvalhos. Também do lado esquerdo podemos ver a Sr.ª do Circo. Atrás de nós estendem-se as terras baixas do vale do Mondego.
Voltamos para trás pela mesma estrada, até atingirmos o cruzamento mas agora seguimos em frente.
A estrada volta a ser ladeada por muros.
No fim de uma ligeira subida, começamos a descer.
A estrada descreve uma curva para a esquerda e prossegue agora na horizontal.
Muitas oliveiras nesta encosta.
Um pouco à frente subimos e descemos suavemente.
Os afloramentos calcários cobrem o solo quase não deixando espaço para a vegetação crescer.
Ao fim de algum tempo chegamos à aldeia de Quatro Lagoas.
Mais abaixo continuamos pela esquerda, em asfalto e ao longo da aldeia.
Vêem-se muitas nogueiras nas hortas e nos quintais da aldeia.
Atingimos um largo onde existem três robínias. Seguimos pela esquerda e logo a seguir à direita, agora em terra batida.
E aparece de novo a protecção mural.
Surgem carvalhais com alguns eucaliptos à mistura.
Ao atingirmos uma bifurcação continuamos pela direita, descendo.
Vê-se a aldeia de Vale Centeio.
Pouco depois chegamos à estrada principal, de asfalto.
Vamos agora pela esquerda.
Logo acima, do lado esquerdo, junto à pequena capela, enveredamos por uma estrada de terra batida.
Esta sobe, larga, ao longo de um olival.
Pouco depois descemos para voltarmos novamente a subir.
Um pouco acima atingimos uma bifurcação, optamos pela esquerda.
Passamos por um eucaliptal.
A certa altura o solo começa a possuir uma tonalidade avermelhada.
Ficamos com vistas à direita para o vale onde se estabelecem, entre outras, as aldeias de Rabaçal e Zambujal.
Após algum tempo passamos junto a um grande tanque de água, do lado esquerdo da estrada. Este está preparado para saciar a sede ao gado, pois foram construídos à sua frente alguns bebedouros.
Logo a seguir atingimos a aldeia de Chanca, na união de duas estradas que logo se separam para contornarem a aldeia, cada uma por seu lado.
Continuamos pela direita e logo à frente surge um cruzamento, junto à capela da aldeia. Descrevendo uma curva apertada, descemos pela direita.
Apesar das vistas soberbas esta estrada apresenta um declive bastante acentuado, curvas apertadas e sinuosas.
Ciprestes, oliveiras, pinheiros-bravos, alguns carvalhos e muitos carrascos crescem nesta encosta.
Mais abaixo chegamos à aldeia de Ordem.
Logo depois atingimos o cruzamento com a estrada 347-1, na aldeia do Rabaçal.
Continuamos pela direita e mais à frente cortamos à esquerda por uma estrada que segue para Penela.
Após algum tempo passamos pela Queijaria do Rabaçal. À nossa frente o castelo do Rabaçal no cimo do monte.
Pouco depois viramos à direita (a partir de certo ponto, se utilizar um automóvel ligeiro, a estrada torna-se difícil e muito inclinada, pelo que aconselhamos a realizar a pé a visita ao castelo) e subimos por uma estrada de terra batida que atravessa um pinhal de pinheiro-bravo.
Logo acima viramos à direita, fazendo uma curva apertada e a subir, por cima de umas lajes de pedra.
Mais acima, outra bifurcação. Continuamos pela direita.
Vamos subindo por estrada de piso não muito bom.
Cortada à direita, em cotovelo e a subir. Logo depois um pequeno largo onde tem início, logo em frente, um caminho pedestre que sobe até ao castelo.
Continuamos a subir pela estrada.
No largo acima deixamos o veículo e fazemos o resto do caminho a pé, pois mais acima é quase impossível virar (quer devido ao declive quer devido ao estreitamento da estrada).
Do lado esquerdo vemos a aldeia de Chainça.

Castelo do Germanelo

Utilizado na reconquista, a sua importância diminuiu à medida que se reconquistaram as terras a sul e acabou por ser abandonado a partir de 1147.
Está associado à lenda de dois gigantes, o Germanelo e o Jerumelo:
“Conta-se que dois ferreiros assim chamados, talvez irmãos, foram estabelecer as suas forjas cada um em seu monte. Como tinham, porém, um só martelo, dele se serviam alternadamente. Quando o Germanelo precisava do martelo, chegava à porta da forja e gritava ao Jerumelo para este lho atirar. Isto repetia-se todas as vezes que trabalhavam. Os dois ferreiros eram gigantes, pois só assim podiam ter força para arremessar o martelo a tão grande distância. Uma vez zangou-se o Jerumelo com o companheiro e atirou-lhe o martelo com tanta violência que, soltando-se o cabo no ar, foi cair o ferro na encosta do monte Germanelo – e logo aí brotou uma nascente de água férrea –, enquanto o cabo, que era de madeira de zambujo, caiu no sítio onde se transformou em árvore, dando o nome à povoação que é hoje o Zambujal.” (in À Descoberta de Portugal. Selecções do Reader’s Digest)
Do castelo conseguem-se óptimas vistas da paisagem circundante. Em primeiro plano o vale que fizemos à pouco passando pelo Rabaçal e a parte alta de Chanca e Maria Pares. Bem próximo a elevação suave e piramidal do Jerumelo. Para os lados de Penela o S. João do Deserto. Ainda nesta direcção, à direita de Chainça, a aldeia de S. Sebastião.
Em frente à única muralha que restou do castelo e que foi reconstruída, existem alguns ciprestes que já ultrapassam esta em altura.
Voltamos pelo mesmo caminho e regressamos à estrada de asfalto n.º 563 continuando pela direita.
Pouco depois, após uma pequena subida, chegamos à aldeia de Chainça.
Seguimos em frente e, descendo, atingimos logo abaixo a estrada 110.
Vamos pela direita, descendo ainda, em direcção a Penela.
Nas encostas ao longo desta estrada encontram-se alguns carvalhos.
Logo ao virar de uma curva, surge Penela e o seu castelo altaneiro adequadamente recuperado.
Junto ao edifício cor de tijolo dos Bombeiros Voluntários de Penela, viramos à esquerda e entramos nesta vila.