Percurso P5 "DE CHÃO DE COUCE A ALVAIÁZERE"
Percurso P5 "DE CHÃO DE COUCE A ALVAIÁZERE"
Guia QUERCUS - Percursos na Serra de Sicó

Local de início de percurso: Chão de Couce / Final de percurso: Alvaiázere

  • 31 kmDistância
  • LinearTipo de percurso
  • 4 hDuração
  • 618/159 mAltitude máx/min
  • MédioEscala de Dificuldade FCMP (I a V)
  • Todo o anoÉpoca Aconselhada
Levantamento do percurso (GPS Pathfinder)
Levantamento do percurso (GPS Pathfinder) 
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Ao longo deste percurso podemos admirar várias manchas de azinhal e carvalhal que lograram resistir até aos nossos dias. De vez em quando, acontece encontrarmos uma oliveira centenária, ou mesmo milenar!

Mas é o cume da Serra de Alvaiázere, o ponto mais alto deste maciço calcário, que mais surpreenderá a maioria dos visitantes.
Começamos este circuito em Chão de Couce, que atingimos através da estrada nacional 110, junto à praça – com a igreja ao fundo e junto a um chafariz.
Nesta praça podemos encontrar algumas espécies de árvores plantadas, olaia, azinheira, oliveiras e carvalho-americano.
Vamos em frente, chegando a passar por um cruzamento.
A estrada é de asfalto que, mais à frente melhora e alarga.
Do lado direito e em frente vemos uma encosta arborizada com folhosas, pinhal e eucaliptal. As folhosas destacam-se pelo verde alface da Primavera/Verão e os castanhos dourados do Outono.
Atingimos o Furadouro.
Ao longo da estrada vamos encontrando hortas aproveitando o espaço entre as oliveiras.
Dois quilómetros depois do Furadouro, surge uma estrada que segue à esquerda. Continuamos em frente, em direcção a Pousa Flores.
Atravessamos um eucaliptal com alguns pinheiros marginais.
Logo após passarmos por uma linha de alta tensão continuamos pela direita a descer até Lisboinha, uma pequena aldeia situada um pouco abaixo da estrada.
Continuamos pela estrada principal.
Do nosso lado direito ergue-se o Monte da Ovelha, escalvado.
Um pouco à frente chegamos a Pousa Flores, logo depois de um cemitério, do lado esquerdo, guardado por dois imponentes ciprestes.
À saída de Pousa Flores podem-se observar pequenas manchas de carvalhos dispersos.
O carvalho (outrora magnífico) da aldeia, resguardado por um banco circular de cimento onde habitualmente se sentam os idosos – beneficiando da sua sombra fresca –, foi brutalmente mutilado por uma poda grave que o feriu de morte e lhe roubou a dignidade de patriarca da aldeia. É um crime (pelo menos moral) o manejo de motoserras por quem não ama e respeita as árvores!
Chegamos a Portela de S. Caetano um quilómetro depois de Pousa Flores.
No cruzamento, continuamos pela direita em direcção a Ansião.
Logo à frente surge Portela de S. Lourenço. Algumas casas bem recuperadas.
Nesta zona encontram-se olivais seguidos de azinhal.
Pouco depois entramos na Venda do Negro.
Um muro de pedra acompanha a estrada do lado direito.
A estrada começa a descer e o muro desaparece para dar lugar a uma mata de azinheiras.
No final da descida, do lado esquerdo, surge uma cortada à esquerda, em terra batida e estreita. Continuamos por aqui, em direcção a Santiago de Ariques.
Os terrenos encontram-se compartimentados por muros de pedra.
Encontram-se por aqui belos carvalhos e oliveiras (algumas centenárias). Também azinheiras.
Logo à frente surge um casario rústico - Casal d’ Além.
Mais abaixo chegamos à pequena povoação de Santiago de Ariques e um pouco antes de retornarmos à estrada de asfalto, o caminho de terra converte-se em calçada de paralelepípedos.
Cortamos à esquerda em direcção a Ariques – quase ao lado. A estrada é estreita mas de bom piso.
Passamos por um antigo lagar de azeite, à esquerda, em ruínas (só lhe restam um pouco da parede e a prensa enferrujada).
Passamos por uma fonte do lado direito.     
Subimos, vendo do nosso lado esquerdo, no vale, uma densa mancha de carvalhos, azinheiras e oliveiras.
Depois, os montes revestem-se de mato rasteiro com algumas oliveiras.
Segue-se mais ou menos dois quilómetros de uma subida suave.
Junto à estrada plantam-se ainda vinhas, oliveiras, pinheiros e eucaliptos.
Passamos a localidade de Charneca.
Logo depois atingimos um cruzamento, cortamos à direita, para Marzugueira, descendo, por estrada ainda de bom piso mas larga.
Depois de passarmos esta pequena povoação, continuamos a descer, ao longo de um vale pronunciado, entre as Serras de Alvaiázere e dos Ariques, com alguns afloramentos rochosos.
Vêem-se nestas encostas muitas oliveiras dispersas e protegidas por rudimentares socalcos. Também alguns pinheiros e azinheiras, mas poucos.
Numa curva larga para a direita, surge uma estrada em terra batida, do lado esquerdo. Uma placa indica Bouxinhas e é por aí que vamos agora.
Ao fundo, do lado direito, vêem-se as aldeias de Vale da Couda e Casal da Rainha.
Passamos por uma pequena quinta situada mesmo ao lado da estrada.
A estrada desce um pouco ao longo de uma zona bem arborizada e muito aprazível.
À medida que vamos chegando ao fundo do vale aparecem muitas árvores carbonizadas.
Continuamos em frente depois de passarmos por uma cortada à esquerda e atravessamos uma ribeira.
Algum tempo depois chegamos a Bouxinhas, uma aldeia muito descaracterizada. Calçada de paralelepípedos.
Logo abaixo desembocamos noutra estrada em calçada. Seguimos pela esquerda.
Cerca de 100 metros depois, atingimos a estrada principal, de asfalto e optamos novamente pela esquerda.
Vamos assim contornando a Serra de Alvaiázere – sempre à nossa esquerda.
Atravessamos um azinhal denso, logo à saída de Bouxinhas.
Passamos Bofinho e na Aldeia do Bofinho surge um cruzamento. Para a direita Besteiro e Pelmá. Continuamos em frente, subindo em direcção a Alvaiázere.
Um pouco à frente a estrada percorre um vale muito belo e com vegetação cerrada (juntam-se os sobreiros).
Na encosta sobranceira, do lado direito, uma pedreira lança nuvens densas de poeiras enquanto esventra a serra.
Logo depois passamos por uma placa indicando Mata. Continuando pela estrada principal, surge quase a seguir uma cortada à direita para Boca da Mata. Continuamos em frente, para Alvaiázere, subindo mais acentuadamente.
Atingimos no fim desta subida um largo cruzamento. Em frente a descer, Alvaiázere. Para a esquerda,  Mata. Para a direita, outras aldeias. Continuamos pela outra estrada à esquerda e em frente que sobe ainda mais declivosa em direcção ao cimo da serra.
A estrada passa um pouco acima da Capela da Sr.ª dos Covões, que fica à nossa direita.
Ainda no vale, mas encostado à serra e em frente, uma mancha de carvalhos, rodeada por eucaliptos, envolve algumas povoações.
Mais acima surge um grande miradouro com um relógio solar, donde se poderá desfrutar de magníficas vistas sobre a planura ampla e fértil do vale de Alvaiázere, onde predomina a cultura da oliveira, do milho e da vinha.
No topo desta serra encontramos um posto retransmissor de televisão e rádio, uma torre de vigia e um vértice geodésico.
Este é o ponto mais alto do maciço calcário de Sicó. A Serra de Alvaiázere, com 618 metros de altitude, permite-nos, em 360º, distinguir inúmeras localidades e outras elevações.
As encostas desta serra encontram-se apenas revestidas por mato rasteiro que regenerou de incêndios florestais anteriores.
Voltamos atrás pelo mesmo caminho, descendo, até atingirmos o largo cruzamento e continuamos pela esquerda, ainda a descer, em direcção a Alvaiázere.